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04.06 0
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Chão quente do Nordeste – Entrevista com Lenine para revista italiana

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Em entrevista à revista italiana Sarapegbe, Lenine fala sobre carreira, Chão e sua relação com a questão socioambiental.

Abaixo, alguns trechos da matéria.

O Nordeste brasileiro é um celeiro de deliciosos frutos que se espalham na farta árvore cultural do país. De lá saíram os escritores Jorge Amado e Ariano Suassuna, o compositor Dorival Caymmi e o poeta João Cabral de Mello Neto, para citar apenas quatro dos grandes exemplos das artes verde-amarelas. E da região veio também Lenine, compositor, cantor, produtor musical e arranjador, que completou 30 anos de carreira em 2013. Ele ocupa a cadeira 38 da Academia Pernambucana de Letras e integra o primeiro escalão da Música Popular Brasileira.

Oswaldo Lenine Macedo Pimentel, conhecido simplesmente por Lenine no Brasil e no mundo, assina dez elogiados álbuns musicais e já abocanhou cinco prêmios Grammy Latino; dois prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA e nove prêmios de Música Brasileira. Participou dos maiores festivais de música do mundo, como o de Roskilde, na Dinamarca e o de Montreal, no Canadá. Com agenda sempre cheia, ele atua em várias frentes, mantém o sorriso e a simpatia somados ao corpo magro e o jeito alternativo de ser, que não indicam os 55 anos de vida.

Regado a experimentações sonoras, “Chão” quebrou paradigmas e provou que o popular e o conceitual podem render uma combinação perfeita, lotando teatros e praças públicas, formando e renovando plateias de todos os gostos, cores e idiomas. Aqui cabe uma observação: Lenine identifica no público italiano a mesma “emoção à flor da pele”, a mesma “passionalidade” que encontra nos brasileiros. “Somos todos latinos e essa mesma base nos aproxima e faz com que minhas letras sejam mais compreendidas”, acredita.

Envolvido com música até o último fio dos longos cabelos, Lenine atuou na produção dos CDs /DVDs  de outros músicos: “Segundo”, de Maria Rita; “De uns tempos pra cá”, de Chico César; “Lonji”, de Tcheka (cantor e compositor do Cabo Verde); e “Ponto Enredo”, de Pedro Luis e a Parede. Trabalhou em televisão com os diretores  Guel Arraes e Jorge Furtado na direção musical de “Caramuru, a invenção do Brasil”, minissérie exibida pela TV Globo que virou um longa-metragem. Participou também da direção do musical “Cambaio”, de João Falcão e Adriana Falcão, baseado em canções de Chico Buarque e Edu Lobo. Ainda na mesma emissora, assinou sucessos em trilhas sonoras de novelas que explodiram em audiência. Sítio do Picapau Amarelo (infantil), América, O Clone e Caminho das Índias (cuja música Martelo Bigorna fez jus ao Grammy) são alguns exemplos.
Perguntado de onde vem o maior prazer em sua vida profissional, a resposta não surpreende. “O grande prazer vem de um bom desafio! Adoro carnaval, samba. Encomendas de canções para personagens em filmes e em televisão são como vestir a vida de outra pessoa para criar e, como compositor, serei sempre um cronista do que vejo e do que estou vivendo e sentindo”.

É assim com muito fôlego e consciência que o inquieto Lenine segue a vida. Seria possível defini-lo numa frase ou sentimento?  “Gosto muito do que faço e só faço o que gosto. Sou uma pessoa feliz!” 
Não há como duvidar. Graças a todos os deuses!

 

Confiram a matéria completa!

 

Foto: Daryan Dornelles

 

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