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Crítica: Carbono em Recife – Jornal do Commercio 18/10/2015

Crítica do Jornal do Commercio – Cultura (18/10/2015) na íntegra:

Lenine deu início à turnê Carbono no Recife

Com quase quarenta minutos de atraso, o Teatro Guararapes rigorosamente lotado e a plateia já impaciente, batendo palmas para o início do concerto, Lenine deu início à primeira apresentação da turnê Carbono no Recife. Confirmou que, tocando em casa, tem o público ganho antes mesmo de soltar a voz. Mal pisou no palco, já estava ovacionado.
A ovação ansiosa logo se justificou: com um trio poderosamente harmônico de cordas elétricas, teve guitarras e baixos como o grande tom do show de seu oitavo disco de estúdio – um álbum em que Capiba parece estar por trás de uma banda como a Nação Zumbi.
É um disco/show elegantemente filiado ao rock, com guitarras sinfonicamente distorcidas a favor da melodia da música e do timbre de Lenine. Uma musicalidade que marca grande escala na linha evolutiva de um rock’n’rol que não nega, e mais, que isso, assume sotaque. Roque’n’roll tropicalista, pernambucano-carioca.
Se há algo admirável no posicionamento de Lenine no show bizz é a contundência com que lança seus álbuns. Fez a plateia de mais de duas mil pessoas assistirem reverentes a um show de músicas inéditas e praticamente desconhecidas. No frevo-rock Cupim de Metal, a letra cheia de referencias às letras do Mestre Capiba, evidenciou como os dois ritmos são metalicamente irmãos. A bateria minimalista de Pantico Rocha fazia o tempero reflexivo.
Apenas no meio da apresentação, com a banda fora do palco para um intervalo, fez seu momento de populismo necessário. “Eu sei que vocês vieram aqui pra ouvir canções como Leão do Norte e Paciência, e eu entendo. É muito bom tocar aqui, e alguns de vocês esperam que eu toque algumas canções. Agora, que estamos no momento mais íntimo, me digam o que vocês querem ouvir”, disse ele, soltando os dois hits em que quase não cantou. Tocou seu violão, extensão do corpo, para ouvir o coro da plateia gigantesca, verso por verso.
Ao final, a banda estava solta como caboclos fazendo de suas guitarras as lanças. Jr. Tostoi e Bruno, o filho do cantor, ambos produtores, se juntaram ao baixista Guila pra fazer o canavial elétrico afiado de Lenine. A plateia já não carecia de hits.

O show aconteceu no Teatro Guararapes neste sábado (17)

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2 COMENTÁRIO(S)
Alexandre Pontes

O show foi lindo demais. Fiquei muito emocionado.

2 anos atrás

Thiago Souza

Set list impecável, momentos de pancada, momentos de reflexão, momentos de experimentação sensorial... parabéns pela perfeita sístole-diástole.

2 anos atrás