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30.09 13
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Os sons do Brasil: entrevista com Lenine

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Lenine tinha 17 anos. Se encontrava com os amigos nos diretórios de faculdade para ouvir um som. “Caiu um disco do Jackson do Pandeiro. Aí o cara disse: “Tu conhece?” E eu disse: “Não”. A minha memória consciente não se lembrava. E o cara botou o disco, chamado O Rei do Ritmo. E à primeira au­dição eu saí cantando tudo.”.

Essa história é lembrada na entrevista de Lenine na revista “Soma”. E não para por aí. “Eu não sabia que sabia. Isso foi fundamental, porque aí eu readquiri. Fui em casa, fui ver os discos que papai ouvia, e aquilo tudo teve um sentido pra mim. E aí eu conhecia um boca­do de coisa sem saber que conhecia. Isso ia desde Mario Lanza e canção napolitana até, sei lá, Elizeth Cardoso, Ciro Monteiro, Luiz Gonzaga, Jackson. E toda essa bagagem eu tinha de muito novo, mas só fui readquirir depois.
Aí comecei a compor.”

Sobre “Chão”, ele só adiantou que “tem algumas ousadias bem bacanas. Mas o papo sobre música e Brasil foi longe.

Sobre o ritual da música:
“Pra ser bem honesto, é muito egoísta essa parte. Porque eu só faço pra agradar aos que eu amo. Quero fazer uma canção bacana pro meu filho dizer: “Pô, pai, que canção da pesada”. Pra mi­nha equipe que trabalha comigo dizer: “Ih, rapá!” Os meus parceiros dizerem: “Ah, eu sabia…” É simples assim. Evidentemente intuo que, con­seguindo agradar esses meus desconfiômetros familiares, digamos assim, eu tenho uma grande possibilidade de espraiar isso e tocar pessoas fora desse núcleo. Mas aí quando eu toco as pessoas é com essa verdade. É uma coisa muito autêntica ali e até meio ritualizada, do coletivo que a gente consegue fazer com a banda. En­tão é como se fosse minha igreja mesmo. Tocar, fazer discos, isso tudo é sempre pretexto pra eu poder viajar e sair tocando pelos lugares. Eu pro­curo manter sempre limpo esse canal de cone­xão pra poder continuar com essa síndrome de Peter Pan.”

Música Brasileira
“A gente só vai entender o que é o Brasil de hoje se a gente tiver o maior número de informações sobre quem tá fazendo o Brasil de hoje, e a gen­te não sabe. A gente descobriu o Boi de Parintins agora há alguns anos, e é uma cultura que já tem quase 30 anos. A gente já ouviu falar na guitarrada, mas é tão distante pra gente que a gente não sabe quem é o mestre da guitarrada. A gente não tem ideia do que seja o fandango, uma expressão de branco ali do Paraná. Isso a gente não tem noção. Então, pra conhecer o Brasil, há que se ouvir muita coisa.”

Veja a entrevista completa clicando aqui

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Comentário

13 COMENTÁRIO(S)
Aline Lira

Que delícia de entrevista!!!! Prato cheio pro meu TCC!

5 anos atrás

Andrezza

Tu é a cara do Brasil meu Lindo!!!!! ;)

5 anos atrás

Aline Rosa

=)

5 anos atrás

Helem

Contando os dias para o show dessa figura aqui no meu lindo Ceará, dia 11 uhuuu!

5 anos atrás

Renata Antonaci Gama

Linda entrevista...realmente não conhecemos a cultura de nosso país. Anciosa pelo show aqui em Natal. bjuss

5 anos atrás

Renato Marques

Belíssimas respostas!!!Vc é o cara Lenine!!!

5 anos atrás

Ana Clara Auto

Que coisa mágica, Lenine! Muita sorte pelos seus caminhos de hoje e dos que virão. Espero sinceramente, que outros artistas sintam com essa leveza e com a mesma profundidade que você. Espero você em breve novamente em Salvador!

5 anos atrás

Veronica

Ahh Lenine! sempre deixando minha vida mais alegre. Que saudade de você aqui em Brasilia, volte logo.

5 anos atrás

Rodrigo Leandro

Intensidade... issi define você!! Parabéns, Lenine!! somos gratos por tua eternindade, pelo menos, em minha vida.

5 anos atrás

Rodrigo Leandro

Intensidade... isso define você!! Parabéns, Lenine!! somos gratos por tua eternidade, pelo menos, em minha vida. Obs: Maldito teclado!

5 anos atrás

Sibelle Lessa

Lenine sem comparação rapz, quanta inteligência!!..... adorei toda a intrevista... SALVE ÃO!

5 anos atrás

Rodrigo Lima

Realmente temos que descobrir a cultura do Brasil. Lenine quando você aparece por aqui em Recife? Desde o DONA LINDÚ já faz tempo em! Estou com saudade de um show daqueles!

5 anos atrás

Juliana Bagetti

Cara, quando vc vai pro interior? Os lunares de Petrolina estão te esperando.

5 anos atrás