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01.05 5
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Voz e violão no Palco MPB

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Na segunda-feira, dia 30 de abril, Lenine fez um show de voz & violão para a gravação do programa Palco MPB, que foi ao ar nesta terça na MPB FM.

O set-list teve músicas de Chão e também clássicas como “Do it” e “Paciência”. “Sem o arranjo, é como se a canção estivesse despida”, disse ele. No programa, ele falou do disco novo e da recepção da turnê no Brasil e na série de shows que acabou de fazer da América do Sul. Falou também da parceria com o Grupo Corpo e de suas influências. “Police e Milton Nascimento foram os meus Beatles”, disse. Para ver as fotos, clique aqui!

Leia trechos da entrevista:

Lenine, você estava em vários países, como foi?
Na verdade, nesta última semana foram quatro países:  a gente fez o Chile, Argentina, Uruguai aí fomos para outro país, o norte! Aí fizemos Belém e Marabá. Bacana poder, com a música, fazer intercâmbios como esses. E em cada lugar foi realmente especial. Poder estar viajando com a ideia e aquela arquitetura de som surround tem sido uma experiência muito especial!

É uma grande parafernália, uma produção…
Não é parafernália, tem muitas incógnitas. É como se fosse uma equação que, além do X, Y, Z tem mais um W.  Um bocado de outras incógnitas. Mas é bacana também porque tá sendo novo para a gente. Não só para mim mas para toda equipe. E também para o público que tem a possiblidade de ter uma
experiência sensorial. Não só no LR – o esquerdo e direito –  mas você ser envolvido pelo som.

E quando você escolhe as canções para uma apresentação voz e violão?
Tem aquela coisa de tentar intuir a curiosidade das pessoas e ver também a canção nua, como ela se porta. Porque quando você despe dela do arranjo, da maneira como você gravou, fica só a canção. E, às vezes, é bacana porque mostra como ela foi feita, nua, despida: o violão e a voz.

“O Silêncio das Estrelas”. É uma parceria sua com o Dudu (Falcão)…
É. Que é um dos meus parceiros assíduos. É mais que parceiro , é irmão, da mesma geração, a gente tá sempre trabalhando junto: Dudu, Lula (Queiroga), Ivan (Santos), Bráulio (Tavares). É  uma turma

E essa música, em São Luís do Maranhão, você e a Alcione, o que aconteceu?
Você soube disso? Que maravilha! Eu tinha crédito com a Marrom porque tinha particpaado do DVD comemorativo dela, foi gravar… e ela sempre aquela coisa doce. Aí eu ousei. Disse  vamos fazer uma canja, vamos divir uma história, e ela escolheu cantar essa música. Foi uma emoção danada. A Marrom é o seguinte: aquela voz…  quatro metros de altura… é muito poderoso. Um momento muito especial.

Os seus dois últimos CDs estão mais intimistas, a que isso se deve?
Não tenho a mínima ideia! Mas esse dois discos aconteceram depois de uma experiência muito transformadora, fazer a trilha do “Breu” (espetáculo do Grupo Corpo). Para vocês terem ideia, Rodrigo me pediu  4o a 50 minutos de música inédita e me pediu: “me mostra quando você achar que deve”. A coreografia só é feita depois. É muita liberdade, mas foi uma coisa muito bacana entrar no estúdio…. sem saber muito bem para onde ir. Eu gostei  e esses dois discos – tanto “Labiata” como “Chão” –  estão carregados desta experiência. Primeiro eu escolho um universo, o  título dele. Aí eu vou atrás das canções. Eu imagino uma atmosfera e vou compondo as canções a partir disso.

A experiência foi tão bem sucedida que o Grupo  Corpo convidou você para fazer uma nova trilha…
É verdade, a próxima sou eu de novo!

Você está aproveitando e dançando também?
Além dessa experiência, teve uma coisa muito especial que foi de – pela primeira vez na minha vida – eu ver a minha música. Porque até então eu tô fazendo, vocês é que estão vendo. E na hora que foi estrear o espetáculo eu tava ali como  plateia. Embora parte daquilo tenha sido parte da minha criação. É horrível a sensação. Você fica exposto e não pode fazer nada. Gelado, travado!  Com isso eu consegui entender muito Ana, a minha companheira, que não assiste aos shows, não consegue porque sofre um pouco. Eu eu achava isso uma besteira dela. Mas depois do Corpo eu entendi : é  que você está exposto.  É você e não é você. Enquanto os bailarinos estão dançando, produzindo, na hora tem a adrenalina, uma coisa maior e você não pensa no que está fazendo, você está fazendo.

Na sua juventude, quando você estava começando a gostar de música, o que te deixava extasiado ?
Para ser bem honesto, Milton foi o culpado por eu descobrir a música brasileira. Bem, lá pelos 16 anos,  Led Zeppelin. Eu sou do Zeppin ao Zappa e aquilo foi muito impactante para mim. Mas eu fui descobri que a música fez parte da minha criação e minha educação de uma maneira muito efetiva, papai exercitou isso com a gente. E depois eu fui adquirir novamente este arquivo oculto que eu nem sabia que tinha. Mas o culpado  por eu realmente dizer “música brasileira” foi Milton Nascimento. Eu conheço tudo (de Milton), acompanhei cronologicamente os discos, aquela história de você esperar sair. Costumo dizer que o Police e o Milton foram os meus Beatles. Aquela turma que estava criando e que eu esperava cada disco ser lançado. O Clube de Esquina, 1 e 2, eu acompanhei tentando tirar (no violão). E é cheio de cachorrada. Quem toca um pouquinho descobre que a música de Milton , apesar de parecer simplérrima tem uma construção de harmonia e ritmo muito ousada!

Existe diferença da manifestação do público de uma região para outra?
Lógico, faz toda diferença. Algumas canções tem um tipo de empatia diferente. Em Florianópolis, quando eu toco “A Ponte”… e você  pode imaginar eu cantando “Leão do Norte” em Recife. Mas isso me permite falar tambem não só dessas diferenças culturais dentro do nosso país, mas fora deles. Chile, Argentina, Uruguai, falamos uma língua que tem uma raíz comum. Também França, Itália… Mas aí você vai para o Japão, Ucrânia, Dinamarca, Alemanha… essa parte da palavra se perde. A música acaba sendo a única oportunidade de captura da pessoa. É infinitamente mais prazeiroso quando a gente toca e tem a sensação de que é mais compreendido.

E “Do it”, que está com um clipe do campeonato brasileiro…
E a canção que se adequa ao esporte, que  é fundamental na vida. E a canção, o fato dela ser no imperativo, fala dessa disposição de você se atirar na vida: faça agora mesmo! O projeto foi bacana, foi genuíno. Fiquei muito feliz.

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Comentário

5 COMENTÁRIO(S)
Alexandre Pontes

Foi bom demais! Não me canso de ouvir...Valeu!!

4 anos atrás

José Ailton

Isso é pernambuco - chão nordestino - Lenine é a ponte ligando o nordeste ao mundo.

4 anos atrás

Leila Rocha

Foi simplesmente maravilhoso. Me deliciei com este presente!

4 anos atrás

Arthilin Martins

Poxa, podia liberar esse audio né? respondam este por favor.

4 anos atrás

admin

Do Palco MPB? Só com a MPB FM.

4 anos atrás